6.1.15

4 SÉCULOS E MEIO: HISTÓRIA DO RIO DE JANEIRO

O Rio pode não ter uma história quase trimilenária como Roma, mas nos mais de quinhentos anos desde que Cabral aportou por estas plagas muita coisa aconteceu por aqui. Senão vejamos.

Descoberta a Terra de Vera Cruz — “Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela, ou outra coisa de metal, ou ferro; nem lha vimos. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como os de Entre-Douro e Minho, porque neste tempo d’agora assim os achávamos como os de lá. Águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causa das águas que tem!”, na descrição de Pero Vaz de Caminha — logo se organizaram esquadras para explorar as suas costas.


Detalhe de um mapa de 1629-30 de J. Hondius em que R de Ianeiro (Rio de Janeiro) aparece como o nome de um longo rio que tem como estuário a Baía da Guanabara. 

Em 1O de janeiro de 1502 uma expedição cujo comandante não se sabe exatamente quem foi (os historiadores divergem entre Gaspar de Lemos, que havia sido portador da carta de Caminha ao rei de Portugal, André Gonçalves e Nuno Manoel), mas da qual com certeza fazia parte o grande navegador, explorador e cartógrafo italiano Américo Vespúcio, descobriu a Baía da Guanabara (Guana bará, "seio de mar", na língua indígena), confundida com a foz de um grande rio e assim chamada de Rio de Janeiro. Essa mesma expedição, no dia 1O de novembro de 1501, dia de Todos os Santos, havia descoberto a Baía de Todos os Santos, em 25 de dezembro, a baía do Salvador e no dia 6 de janeiro de 1502 (Dia de Reis) viria a descobrir Angra dos Reis. 

Mapa de Luiz Teixeira de cerca de 1574 que permitiu que se determinasse o lugar exato onde a cidade foi fundada, antes objeto de polêmica. Observe que a Cidade Velha situa-se exatamente entre os morros Pao de Sucar e Cara de Cam!  Observe também que a cidade se chamava de S. Sebastiam (São Sebastião) e que Rio de Janeiro era o nome da baía. Fonte: Maurício de Almeida Abreu, Geografia Histórica do Rio de Janeiro, livro fundamental para quem quer se aprofundar nos estudos cariocas.

Em 1503 a expedição de reconhecimento 
da costa de Gonçalo Coelho, da qual Vespúcio também participou, embora a abandonasse no meio do caminho, deteve-se por mais de dois anos no Rio de Janeiro, fundando um arraial e construindo a famosa casa de pedra na foz do rio Carioca. Existe uma tese de que o gentílico "carioca" deriva da junção das palavras tupis kari + oca = casa do homem branco (a tal casa de pedra), mas nem todos os especialistas a aceitam.

Em 13 de dezembro de 1519 a expedição de circunavegação de Fernão de Magalhães, ao descer a América do Sul em busca de uma passagem para o Oceano Pacífico, fez escala no "Rio de Janeiro", denominação que tentou mudar para Baía de Santa Luzia por ser dia da santa, mas o novo nome não pegou.

Em 1531, os irmãos Pero Lopes de Souza e Martim Afonso de Souza, no comando de uma expedição de reconhecimento da costa brasileira, permaneceram no Rio de Janeiro três meses, de 30 de abril até 
1o de agosto. Enviaram um grupo ao interior que deparou com um grande rei indígena e trouxe a notícia da existência de muito ouro e prata, como narra o diário da navegação escrito por Pero Lopes. Depois prosseguiram viagem e fundaram São Vicente, ao sul.

Em 1534 o rei português D. João III criou o sistema de capitanias, doando-as a donatários a fim de explorarem economicamente as novas terras. Pero Lopes ficou com a área do Rio de Janeiro, enquanto Martim Afonso ficou com São Vicente. Pero Lopes morreu depois num naufrágio perto de Madagascar, e suas terras foram anexadas à capitania de São Vicente.

Em 1555 uma expedição chefiada pelo francês Nicolau Durand de Villegagnon ocupou a então Ilha de Seregipe, atual Ilha de Villegagnon, com o objetivo de fundar por aqui uma colônia calvinista, a França Antártica. Nessa mesma ilha os portugueses construíram posteriormente a Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição de Villegagnon. A ilha ficava a mais de um quilômetro de distância da terra firme, mas o aterramento do mar fez com que ficasse praticamente “colada” no atual Aeroporto Santos Dumont. Do adro da Igreja da Glória você tem uma boa visão da ilha ao lado do aeroporto. Em 1938 a Escola Naval passou a funcionar ali num prédio novo construído sobre as ruínas da velha fortaleza (foto abaixo). Se fizer o Passeio Marítimo no Rebocador Laurindo Pitta pela Baía da Guanabara, você terá a oportunidade de passar pertinho da ilha.


Em 1560 o então governador-geral do Brasil Mem de Sá, vindo da capital Salvador com uma frota armada, conseguiu arrasar o reduto francês. Porém, como as terras não foram colonizadas pelos portugueses, os sobreviventes franceses que haviam fugido para o continente construíram, com ajuda dos tamoios, dois redutos novos: um no Outeiro de Uruçumirim, atual morro da Glória (onde fica a Igreja da Glória), outro em Paranapuã, atual Ilha do Governador (onde fica o Aeroporto Tom Jobim).

Em 1O de março de 1565, Estácio de Sá, sobrinho de Mem de Sá, fundou, numa praia abrigada entre os morros Cara de Cão e Pão de Açúcar, na Urca, bem na entrada da baía, a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro como base de ataque aos franceses. A designação São Sebastião homenageou o ainda menino rei de Portugal Dom Sebastião, que viria a morrer na batalha de Alcácer-Quibir. A foto abaixo mostra o que se acredita ser o marco original fincado por Estácio de Sá no local da fundação da cidade, levado para o Morro do Castelo quando da transferência da cidade para lá e enfim guardado na Igreja dos Capuchinhos quando do desmonte do morro. A igreja de 1928 em estilo neobizantino fica na Rua Haddock Lobo, 266 (Tijuca), a menos de 500 metros da estação de metrô da Linha 1 Afonso Pena.


No dia de São Sebastião de 1567, em batalha comandada por Mem de Sá em que seu sobrinho Estácio sucumbiria a uma flechada mortal, os franceses foram definitivamente expulsos da região. A cidade foi então transferida para local mais seguro, no alto do Morro do Descanso, mais tarde denominado Morro do Castelo. A parte norte da Capitania de São Vicente, originalmente pertencente ao irmão de Martim Afonso de Souza, tendo sido abandonada por seu donatário e se tornado presa fácil de estrangeiros, reverteu para a Coroa, que criou ali a Capitania Real do Rio de Janeiro.

A cidade voltaria a sofrer dois novos ataques dos franceses. Em 1710 o corsário Jean-François Duclerc, no comando de seis navios, desembarcou com seus homens em Guaratiba e veio marchando pelo interior da cidade até o centro, onde foram derrotados pelos habitantes armados, entre eles estudantes.

Em setembro de 1711, o corsário René Duguay-Trouin, aproveitando-se de um forte nevoeiro, conseguiu penetrar na Baía da Guanabara sem ser interceptado pelas fortalezas que guardavam sua entrada. Os franceses, não querendo repetir o erro de Duclerc de combater no labirinto das ruas, ocuparam pontos estratégicos no alto dos morros e na Ilha das Cobras, passando a bombardear a cidade. Em sua História do Brasil, João Ribeiro assim descreve a cena dantesca subsequente:

Logo em seguida, cem bocas de artilharia despejavam a morte e o incêndio sobre a cidade, em noite escura de trovoada e ao clarear dos relâmpagos enquanto em mal seguros botes desembarcavam os franceses para os lados de S. Bento, estranho espetáculo se passava nas ruas; soldados desertavam dos postos, o terço da nobreza debandava; o povo fugia, homens, mulheres e crianças pelo campo afora, precipitadamente, no terror que a escuridão e a tempestade tornavam pânico e lúgubre.
Conclusão da história: os franceses então saquearam a cidade, que teve de pagar um vultoso resgate para se livrar do inimigo. Como sói acontecer no nosso país, depois da catástrofe é que se tomaram as medidas preventivas: o engenheiro militar João Massé elaborou um plano de defesa da cidade e, entre 1715 e 1718, construiu-se a Fortaleza da Conceição, no alto do Morro da Conceição, que lá persiste firme e forte até os dias de hoje (clique em Morro da Conceição no menu da barra direita para ver as postagens sobre esse aprazível morro carioca).

Com a descoberta de ouro nas Minas Gerais a importância do Rio aumentou, já que através de seu porto o metal seguia para Portugal. Assim, em 1763 a capital da colônia — cujos governantes, a partir de 1720, devido à sua importância, receberam o título de vice-reis — foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro. Com isso, o Paço inaugurado em 1743 para o governador da capitania tornou-se o Paço dos Vice-Reis. Mais tarde tornar-se-ia o Paço Real e finalmente Paço Imperial, atualmente funcionando como Centro Cultural (foto abaixo).


Em 10 de maio de 1789 foi preso no Rio de Janeiro, numa casa da Rua dos Latoeiros (atual Gonçalves Dias) o conspirador conhecido como Tiradentes. Detido na Ilha das Cobras, acabou assumindo toda a responsabilidade pela conjuração. Tendo passado sua última noite na cadeia onde hoje se ergue o Palácio Tiradentes (Rua Primeiro de Março, onde funciona a Assembleia Legislativa), foi enforcado nas imediações da atual Praça Tiradentes e seu corpo foi esquartejado na Casa do Trem, que hoje faz parte do Museu Histórico Nacional (que merece uma visita).

Em 7 de março de 1808 chegou no Rio a esquadra transportando o príncipe regente D. João (que estava governando em nome de sua mãe, D. Maria I, declarada incapaz devido à loucura), sua esposa princesa Carlota Joaquina e sua corte. O desembarque deu-se na tarde do dia seguinte em meio a grandes festejos, como descreve o Padre Perereca, testemunha ocular do evento: "Centenas de fogos subiram ao mesmo tempo ao ar: rompeu imediatamente um clamor de vivas sobre vivas; os alegres repiques dos sinos, e os sons dos tambores, e dos instrumentos músicos, misturados com o estrondo das salvas, estrépido dos foguetes, e aplausos do povo, faziam uma estrondosa confusão tão magnífica, majestosa, e arrebatadora, que parecia coisa sobrenatural, e maravilhosa."


A chegada da família real portuguesa ao Rio trouxe um grande progresso à cidade. O comerciante inglês John Luccock, que desembarcou aqui três meses depois da corte portuguesa e permaneceu até 1818, escreveu em sua obra Notes on Rio de Janeiro and the Southern parts of Brazil publicada em Londres em 1820: 
Novas ruas foram acrescentadas à cidade, e novos mercados criados. Os antigos melhoraram muito na limpeza. As casas foram mais geral e simetricamente caiadas e pintadas, as gelosias [ou rótulas] de aspecto feio foram removidas, e algumas das sacadas que permaneceram foram ornadas com planta e flores. Muitas pequenos solares e jardins adornaram a vizinhança, e trechos de terra foram cuidadosamente cultivados para grama, verduras e flores. As ruas foram alargadas em várias direções, e mantidas mais limpas de galhos e outros impedimentos similares; e uma rua nova vem sendo aberta através dos mangais a oeste da cidade, até a aldeia de São Cristóvão, para onde a Família Real frequentemente se retirava.

Em 1815 o Rio de Janeiro tornou-se a sede administrativa do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. A partir daí e até a transferência da capital federal para Brasília em 1960, a história do Brasil passou a se confundir com a da cidade. Entre os acontecimentos que tiveram lugar em solo carioca estão:

  • Dia do Fico: no dia 9 de janeiro de 1822 o príncipe regente D. Pedro, desobedecendo às ordens de voltar para Portugal, declarou em algo e bom som do balcão do Paço Real: “Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico.”
  • Coroação de Dom Pedro I: Em 1O de dezembro de 1822, Dom Pedro I é coroado imperador do Brasil independente, na Capela Imperial, atual Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, onde você pode assistir a um espetáculo de Som e Luz que conta toda a sua história.
  • Abdicação de Dom Pedro I: Em 7 de abril de 1831, diante da reação contra sua posição autoritária, Dom Pedro I abdicou do trono a favor do filho, então com seis anos. O bonito solar neoclássico que Dom Pedro I mandou construir para sua amada Marquesa de Santos abriga hoje o Museu do Primeiro Reinado em São Cristóvão.
  • Coroação de Dom Pedro II: Após muitos percalços e vicissitudes durante sua menoridade (o período das regências), em 18 de julho de 1841 Dom Pedro II foi enfim coroado na mesma Capela Imperial do coroamento de seu pai. O antigo palácio imperial, residência dos imperadores, depois da proclamação da República passou a sediar o Museu Nacional (na Quinta da Boa Vista).
  • Baile da Ilha Fiscal: Em 9 de novembro de 1889 a monarquia homenageia a oficialidade de um navio chileno com um suntuoso baile no castelinho da Ilha Fiscal. Em O Brasil Anedótico, Humberto de Campos conta que “ao penetrar no edifício, [o Imperador] tropeçou num tapete. Correram pessoas a ampará-lo. O monarca equilibrou-se, porém, por si mesmo, e, voltando-se para os que o rodeavam, observou, sorrindo: — A Monarquia escorregou, mas não caiu!” Seis dias depois, viria a cair! Os passeios guiados à Ilha Fiscal partem do Espaço Cultural da Marinha na Praça XV.
  • Proclamação da República: Durante o Segundo Império, o jornal A República e o Clube Republicano pregavam a transformação do regime. Os escravocratas, diante da lei da abolição (que alguns tacharam de “abolição da raça branca”), inconformados por não terem sido indenizados, por vingança aderiram às ideias republicanas. E desde o final da Guerra do Paraguai o Exército vinha reivindicando uma maior participação nas decisões políticas. Na manhã de 15 de novembro de 1899, o oficial de mais prestígio no Exército, o Marechal Deodoro da Fonseca, à frente de suas tropas, desatou o nó górdio, proclamando a República. Sem saber, estava inaugurando uma era de intervenções do Exército nas questões políticas (tenentismo, Revolução de 30) que culminaria no desgaste de duas décadas de regime militar, encerradas em 1985.
  • Revolta da Armada: Os primeiros tempos do novo regime republicano foram marcados por crises políticas. Nesse contexto, a Marinha rebelou-se duas vezes contra atos julgados inconstitucionais dos primeiros presidentes, todos altos oficiais de uma força rival: o Exército. Assim sendo, quando o primeiro presidente, Marechal Deodoro, dissolveu o Congresso em 1891, a Marinha ameaçou bombardear o Rio de Janeiro, na chamada Primeira Revolta da Armada. Diante da crise, Deodoro renunciou. A Constituição previa que, em caso de vacância do cargo nos dois primeiros anos de mandato, nova eleição deveria ser convocada. Mesmo assim, o vice-presidente Floriano Peixoto assumiu a presidência, motivando a Segunda Revolta da Armada em novembro de 1893, uma tentativa de deposição do presidente. A revolta só foi debelada em março do ano seguinte, depois de causar sérios transtornos à cidade, por exemplo, a “bala perdida” (de canhão) que atingiu a torre sineira da Igreja de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores (Rua do Ouvidor, 35), guardada até hoje na sacristia da igreja (foto abaixo). Quem leu o Triste Fim de Policarpo Quaresma do Lima Barreto (ou viu o filme) lembra que, depois de defender a “emancipação idiomática” do Brasil com a adoção do tupi-guarani como língua oficial (“língua originalíssima, aglutinante, é a única capaz de traduzir as nossas belezas, de pôr-nos em relação com a nossa natureza e adaptar-se perfeitamente aos nossos órgãos vocais e cerebrais”) e de ir parar no hospício, o quixotesco herói adere como voluntário à Revolta da Armada. “Com o tempo, a revolta passou a ser uma festa, um divertimento da cidade... Quando se anunciava um bombardeio, num segundo, o terraço do Passeio Público se enchia. [...] Alugavam-se binóculos e tanto os velhos como as moças, os rapazes como as velhas, seguiam o bombardeio como uma representação de teatro: ‘Queimou Santa Cruz! Agora é o Aquidabã! Lá vai!’ E dessa maneira a revolta ia, familiarmente, entrando nos hábitos e nos costumes da cidade.”



  • Revolta da Vacina: Consolidada a República, almejou-se transformar a capital — um emaranhado de ruas estreitas e mal arejadas desde o tempo colonial, castigada por surtos de peste bubônica, febre amarela e varíola — em uma cidade moderna, digna do novo regime. Foi assim que o presidente Rodrigues Alves (1902-1906) nomeou o prefeito Pereira Passos para dar um upgrade na cidade. Além das importantes obras urbanísticas, empreendeu-se uma reforma sanitária encabeçada pelo cientista Oswaldo Cruz. Quando o governo impôs a vacinação obrigatória contra a varíola, em novembro de 1904, a população, já descontente com as brigadas mata-mosquitos que invadiam seus lares, rebelou-se na chamada Revolta da Vacina, destruindo bondes, apedrejando prédios públicos e promovendo outros tumultos. O estado de sítio foi declarado, a revolta foi sufocada, e a varíola foi erradicada. Falta erradicar a dengue! No Instituto Oswaldo Cruz, então Instituto Soroterápico Federal, onde Oswaldo Cruz preparava as vacinas, funciona o Museu da Vida.
  • Revolta do Forte: Durante a década de 1920 eclodiram várias revoltas militares (as chamadas revoltas tenentistas) contra o sistema de poder dominado pelas oligarquias agrárias. A maior parte da população vivia no campo, e os latifundiários “impunham” sua vontade política através de práticas como o “voto de cabresto”. A primeira dessas revoltas, que culminaram com a revolução de 1930, foi o levante do Forte de Copacabana, em 5 de julho de 1922. Quando o presidente Epitácio Pessoa exigiu a rendição incondicional e ordenou que o forte fosse cercado por terra, mar e ar, os rebeldes resolveram sair à rua e enfrentar as forças do governo. Após uma hora e quinze minutos de resistência, a rebelião foi debelada. No Forte de Copacabana funciona atualmente o Museu Histórico do Exército (clique em FORTE DE COPACABANA no GUIA DO RIO no cabeçalho do blog).



  • Suicídio de Getúlio Vargas: Em 1954, uma tentativa de assassinato do jornalista Carlos Lacerda, que teria tido como mandante o chefe da guarda pessoal de Vargas, desencadeia uma onda de pressões pela renúncia do presidente. Na noite de 23 para 24 de agosto, Getúlio Vargas optou por sair “da vida para entrar na História”. Os aposentos onde Getúlio se matou fazem parte do Museu da República (clique em PALÁCIO DO CATETE no GUIA DO RIO no cabeçalho deste blog).
  • Comício da Central: Em 13 de março de 1964 o presidente João Goulart promoveu um megacomício em frente à Central do Brasil que apavorou as classes médias (incluindo meu pai), que temeram a cubanização do país, precipitando a então denominada Revolução de 1964, hoje mais conhecida como Golpe de 1964. O prédio da Central, assim como a estátua do Cristo, são bonitos exemplares da arquitetura art déco, que esteve em voga nos anos 30.
  • Comício das Diretas Já. Em 10 de abril de 1984 ocorre, no entorno da Igreja da Candelária, o megacomício das Diretas Já, pedindo o fim do regime de exceção e eleições diretas para a presidência da República. Naquele mesmo local, na madrugada de 23 de julho de 1993, ocorreria a Chacina da Candelária, com seis meninos de rua assassinados por policiais. A Igreja da Candelária é a mais imponente do Rio e merece uma visita (clique em igrejas históricas do Centro do Rio no menu da direita).
Com a transferência da capital do país para Brasília em 1960, o Rio de Janeiro perdeu o status (que detinha desde 1891) de Distrito Federal e se transformou no Estado da Guanabara. Em 1975, os estados da Guanabara e do Rio de Janeiro se fundiram, formando o atual estado do Rio de Janeiro, tendo como capital a cidade do Rio de Janeiro.

Em julho de 2007 o Rio sediou os Jogos Pan-Americanos com grande sucesso, provando ao mundo que seríamos capazes de sediar também uma olimpíada.



Em 19 de dezembro de 2008 a Comunidade Santa Marta recebe a primeira UPP da cidade, dando início à reversão da ditadura do tráfico nas favelas. Mas infelizmente nos últimos tempos, com a crise financeira do estado, o tráfico vem contra-atacando e recuperando posições perdidas.

No dia 2 de outubro de 2009 o Rio de Janeiro vibra com sua escolha como a primeira cidade sul-americana a sediar os Jogos Olímpicos, em 2016. Sim, nós podemos!

Em 28 de novembro de 2010 forças militares e policiais penetram no “coração das trevas”, o Complexo do Alemão, infligindo um duro golpe ao poder paralelo do tráfico e avançando na “pacificação” da cidade.


Em julho de 2013 o Rio recebeu de braços abertos o papa argentino e centenas de milhares de peregrinos como sede da Jornada Mundial da Juventude  (clique em Jornada Mundial da Juventude no menu da barra direita).


Em julho de 2014 apesar de uma "Santa Aliança" agressiva e antidemocrática do “Não Vai Ter Copa” de black blocs fascistas, partidos ultraesquerdistas, políticos de passado sombrio, sindicalistas tresloucados e os chatos-de-galocha de plantão que fizeram de tudo para melar nossa festa, a Copa do Mundo brasileira, abstraindo nossa atuação no gramado (ou seja, considerada apenas o evento em si) foi um tremendo sucesso (se você ainda tem dúvidas clique em Copa do Mundo no menu da direita).


Não obstante as previsões catastróficas – de um atentado terrorista e uma onda de assaltos contra os visitantes até uma epidemia de Zika e entulhos na Baía atrapalhando os regatistas – e toda uma torcida do contra, de 3 a 21 de agosto de 2016 o Rio de Janeiro acolheu com galhardia os Jogos Olímpicos de Verão, recebendo de braços abertos a avalanche de visitantes e encantando-os. De 7 a 18 de setembro ocorreram os Jogos Paralímpicos 
(saiba mais clicando em Olímpiadas no menu da barra direita).

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2 comentários:

Vera Dias disse...

Parabéns Ivo. Excelente post para comemorar os 450 anos da Cidade do Rio.

Rayanne Galavotti disse...

www.facebook.com/erealizacoeseditora


A É Realizações Editora e a Livraria Argumento convidam para o lançamento dos livros:

***BIBLIOTECA HUMANIDADES***

HISTÓRIA DA LITERATURA
Trajetória, fundamentos, problemas

Autor:
Roberto Acízelo de Souza

Veja algumas páginas em http://goo.gl/LZ3Myd

A CRÔNICA BRASILEIRA DO SÉCULO XIX
Uma breve história

Autor:
Marcus Vinicius Nogueira Soares

Veja algumas páginas em http://goo.gl/Hd99ij

***BIBLIOTECA TEXTOS FUNDAMENTAIS***

VIVA O POVO BRASILEIRO
A Ficção de uma Nação Plural

Autor:
Rita Olivieri-Godet

Veja algumas páginas em http://goo.gl/kG4XJP

Dia: 11 de fevereiro
Horário: 19h
Local: Livraria Argumento – Rua Dias Ferreira, 417 – Leblon – Rio de Janeiro / RJ

Conversa com os autores e o coordenador das coleções:

Roberto Acízelo de Souza – UERJ
Marcus Vinicius Nogueira Soares – UERJ
Rita Olivieri-Godet - Université de Rennes II
João Cezar de Castro Rocha – UERJ

Entrada franca, vagas limitadas: inscreva-se em www.erealizacoes.com.br/eventos